Supervisor de futebol do Avaí, em 1977. Foi presidente da seção de Santa Catarina da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, servindo como telégrafo do Encouraçado Minas Gerais durante a Segunda Guerra Mundial. Durante a ditadura militar sofreu represálias por não concordar com perseguições políticas dentro da Marinha e ter assistido, fardado, a um comício de João Goulart na Central do Brasil. Trabalhou como jornalista nos jornais Diário da Tarde, a Gazeta e O Estado, além de presidir a Associação dos Cronistas Esportivos de Santa Catarina. Fundou, em 1952, com Aldo Belarmino da Silva e Ady Brígido Silva, o efêmero semanário esportivo "Goal". Na juventude tentou a carreira de jogador no Paula Ramos-SC, mas não teve sucesso, ingressando no quadro de árbitros a convite do seu amigo da Marinha, Lázaro Bartolomeu. Ficou marcado por suas atuações como árbitro de futebol, função que exerceu por 22 anos, tendo apitado, entre outros jogos marcantes, o "Clássico da Vergonha", em 1º de abril de 1971, quando expulsou os 22 jogadores de Avaí e Figueirense-SC, após uma briga generalizada entre os atletas. No futebol amador, foi presidente do Balneário Futebol Clube, em 1954; e, foi um dos fundadores do Internacional, do Balneário do Estreito, em 1955, atuando também como técnico. Residia no Saco dos Limões. Filho de Nicolau Nagib Nahas, ex-orador do Avaí; e, de Carmen Hoffman. Casou com Zeli Teresinha Platt. Pai de Beto Nahas, ex-atleta avaiano.
Fontes
KLÜSER, A.; MATOS, F.; DIAMANTARAS, S. Dicionário do Avaí Futebol Clube (1923-2023). Florianópolis: Dois Por Quatro, 2023.