Clubes
| Clube |
Função |
Período |
| Avaí |
jogador |
1951 — 1954 |
Atacante, também conhecido como Boca. Era reconhecido pela força da sua canhota, um verdadeiro canhão, embora tivesse pernas tortas, apelidadas por Lauro Soncini de "gambetas". Gozador e fanfarrão, Olnei tinha um inesgotável repertório de sambas e vivia declamando poesias de autores como Castro Alves, Guerra Junqueiro e Augusto dos Anjos. Quando jovem foi estudar no Liceu Literário Português, no Rio de Janeiro-RJ. Boêmio, tornou-se amigo de Ataulfo Alves e Moreira da Silva. Ao retornar a Florianópolis-SC, acertou para jogar no Figueirense-SC, estreando com uma vitória contra o Água Verde-PR. No entanto, como o presidente alvinegro não cumpriu a promessa de lhe conseguir um emprego, Olnei foi procurado por Miguel Daux para se transferir para o Avaí, oferecendo-lhe um emprego via Aderbal Ramos da Silva. Também trabalhou na concessionária de caminhões de Aderbal em Tubarão-SC, passando a atuar pelo Hercílio Luz-SC. Defendeu ainda o Paula Ramos-SC. Teve uma perna quebrada numa entrada dura de Juarez, durante um confronto contra o Grêmio-RS, mas permaneceu em campo ainda por quinze minutos, atuando com a perna fraturada. Em 1955, esteve entre os fundadores da Escola de Samba Embaixada Copa Lord, organizando a comissão de frente do primeiro desfile da instituição. Foi também diretor de Propaganda da ala jovem do PSD – Partido Social Democrático, em 1954, presidida por Francisco Grillo. Em 1956, criou o que talvez tenha sido a primeira torcida uniformizada do Avaí, que estreou fazendo festa e com instrumentos musicais no clássico disputado em 03 de março daquele ano. Era filho do oficial da marinha Albano Lucio, delegado em Tubarão-SC e homem de confiança de Nereu Ramos.
Fontes
- KLÜSER, A.; MATOS, F.; DIAMANTARAS, S. Dicionário do Avaí Futebol Clube (1923-2023). Florianópolis: Dois Por Quatro, 2023.