Félix Magno

In memoriam

Félix Magno

🎂 19/09/1908
✝️ 26/12/1981, Porto Alegre-RS (73 anos)

Clubes

Clube Função Período
Avaí treinador 1943 — 1944
Ex-jogador que se tornou técnico do Avaí entre 1943 e 1944. Neste período, retornou aos gramados para participar de algumas partidas pelo clube. Na juventude chegou a ser boxeador e payador, cantando versos no improviso. Começou no futebol no infantil do Uruguay F.C., de Las Piedras, aos 11 anos. Foi atleta do Cerro Largo (1922), do Uruguayo (1923), Ferrocarril (1924), Rodó (1925) e Wanderers de Melo (1926), todos do Uruguai. Em 1927, veio para o Brasil defender o Grêmio Bagé-RS. Um ano depois, se transferiu para o Internacional-RS, com grande sucesso. Ídolo da torcida, recebia presentes de todos os lados e passou a viver apenas do futebol. Em 1931, a Federação Gaúcha de Futebol, embora sabendo a sua nacionalidade, requisitou-o para a seleção que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções. Magno procurava não falar durante os jogos, pois temia que seu sotaque castelhano o denunciasse. Em 1932 foi para o Nacional, de Montevidéu, sendo campeão uruguaio em 1933, ao lado de Domingos da Guia, além de ter sido sete vezes convocado para a seleção uruguaia. Em 1936, estreou como técnico dirigindo o San Lorenzo, de Buenos Aires. Em 1938, retornou como jogador no Guarany de Bagé-RS. No ano seguinte, voltou ao Internacional-RS, assumindo, em seguida, o cargo de treinador da equipe. Em 1941, treinou e jogou no Cruzeiro-RS, mas logo aceitou uma proposta para treinar o Força e Luz-RS, também de Porto Alegre-RS, novamente na dupla função de técnico e jogador. Em 1943, mudou-se para Florianópolis-SC, onde dirigiu o Avaí com bastante sucesso. Foi contratado por Celso Ramos por indicação de Saul Oliveira, que havia conhecido o treinador quando atuava no Cruzeiro-RS. Os métodos de trabalho de Magno revolucionaram o futebol de Florianópolis-SC, ainda muito amador. As noções táticas, seus treinos técnicos, a rigidez de suas cobranças e as atividades físicas elaboradas muito contribuíram para a hegemonia da geração azurra tetracampeã catarinense. Os times que treinava eram ofensivos sem perder o poder de marcação. Exigia raça e pegada dos jogadores, do início ao fim, perdendo ou ganhando. O padrão de jogo exigia um jogo rasteiro, da bola de pé para pé, de defesa cerrada. Jogadores como Nizeta, por exemplo, tiveram suas potencialidades melhor aproveitadas com as orientações de Magno. Era um treinador autoritário, disciplinador e que exigia por parte dos jogadores muito empenho e seriedade. Transformou o esquadrão azurra em "Esquadrão da Disciplina". Em 1943 voltou aos gramados para defender o Avaí no amistoso contra o Britânia-PR, vencido pelo Leão por quatro a um, em Curitiba-PR, na inauguração do Estádio Paula Soares Neto. Entrou em campo também na primeira partida da final do Campeonato Catarinense daquela temporada. No final de 1943, Magno foi autorizado por Celso Ramos a tirar uma licença de dois meses para visitar a sua família em Porto Alegre-RS, onde mantinha residência. Retornou para a disputa da final do Campeonato Catarinense daquela temporada, disputada em janeiro de 1944 contra o América-SC de Joinville-SC. Após perder por 3 a 1 a primeira partida, em Joinville-SC, o Avaí goleou o adversário por 7 a 3 no tempo normal e mais 7 a 0 na prorrogação, totalizando 14 a 3 no placar agregado, sendo a única equipe a fazer 14 gols em uma final de Campeonato Catarinense. Neste período de Avaí, também comandou a Seleção Catarinense, em 1943. Deixou o Avaí para voltar a treinar o Força e Luz-RS, em 1944, mas poucos meses depois partiu para treinar o América-MG. Dirigiu também Palmeiras-SP, São Paulo-SP, Cruzeiro-MG, Ferroviário-PR, Athlético-PR, Villa Nova-MG, Rio Grande-RS, Britânia-PR, Coritiba-PR, Atlético-MG, Imbituba-SC e Henrique Lage-SC. O último trabalho foi no Guarany de Bagé-RS, em 1971.
Fontes
  • KLÜSER, A.; MATOS, F.; DIAMANTARAS, S. Dicionário do Avaí Futebol Clube (1923-2023). Florianópolis: Dois Por Quatro, 2023.
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