Boos

In memoriam

Adolpho Boos

🎂 29/04/1906, Florianópolis-SC 🌐 Brasil 🏃 goleiro
✝️ 01/05/1988, Florianópolis-SC (82 anos)

Clubes

Clube Função Período
Figueirense jogador 1924 — 1924
Avahy jogador 1924 — 1924

Um dos mais populares e longevos goleiros do futebol florianopolitano, Boos iniciou no Figueirense-SC, clube que defendeu no primeiro clássico da história, em 1924. Contudo, foi no Avaí, time do seu coração, que se consagrou.

Em 1930 escreveu uma carta aberta aos avaianos, agradecendo o apoio que sempre contou por parte dos torcedores, convocando-os a seguir em frente na busca por uma entidade mais forte, fazendo uma profissão de fé: “Creio em vosso ardor patriótico em prol do Avaí como acredito em mim próprio”.

Em 1931 foi homenageado na inauguração da sede do clube na Rua Conselheiro Mafra, pela longa ficha de serviços prestados. Neste mesmo ano foi ao Rio de Janeiro-RJ treinar no América-RJ e no Fluminense-RJ, mas por ser muito tímido, resolveu voltar a Florianópolis-SC.

Destemido, por várias vezes saiu de campo com fraturas, mas nunca abandonou o time. Fraturou o maxilar num jogo contra o Íris-SC e o malar num clássico contra o Figueirense-SC, em 11 de junho de 1934, para desespero de sua mãe e de sua esposa, que viviam tentando convencê-lo a largar o futebol. Após a lesão no clássico, retornou aos gramados apenas em 10 de fevereiro de 1935, numa apresentação de gala do time, goleando o Íris-SC por 6 a 0.

Atuou com regularidade até o fim de 1937, quando decidiu parar. Os torcedores avaianos chegaram a organizar uma abaixo-assinado para que ele retornasse ao futebol e Boos acabou se tornando goleiro reserva. Foi do banco que ele assistiu e celebrou a goleada avaiana por 11 a 2 contra o Figueirense-SC, em 1938. Naquele ano fez apenas uma partida, contra o Hercílio Luz-SC, em Tubarão-SC, durante uma excursão do Avaí ao sul do Estado. Apesar de se encontrar fora de forma, o veterano retornou aos gramados para o jogo amistoso, já que Vadico, o goleiro titular, estava impedido. O Avaí perdeu por 3 a 2, mas a atitude do goleiro em se colocar à disposição do clube foi muito elogiada.

O amistoso foi o último jogo oficial de Boos pelo Avaí, embora ele mantivesse o seu vínculo de atleta amador com o clube até novembro de 1943, quando deixou o Leão para ser inscrito como atleta do Paula Ramos-SC (1943-1944), junto com o seu irmão Bruno Boos.

Adolfo foi capitão geral do Avaí entre 1932 e 1933 e de 1935 a 1937. Fora dos gramados foi diretor esportivo do Avaí de 1928 a 1930, fez parte da comissão de Esportes de 1931 a 1940 e treinador em 1946. Foi membro fundador do Paula Ramos-SC, clube em que foi vice-presidente em 1938 e goleiro campeão citadino amador em 1943.

Era funcionário das empresas Hoepcke. Filho de Natália Mund e Gottliebe Boos, Seus irmãos Artur e Bruno também foram atletas do Avaí.

Era cunhado de Arnaldo Dutra. Casou com Lola Boos, com quem teve filhos, entre eles o escritor Adolfo Boos Jr.

Boos pelo Avaí
J
9
V
7
E
1
D
1
Gols sofridos
8
Média/jogo
0,89
🟨
0
🟥
0
Avaí com Boos
GP
27
GC
8

* "Reserva" indica que o jogador começou no banco e entrou durante a partida.

Fontes
  • KLÜSER, A.; MATOS, F.; DIAMANTARAS, S. Dicionário do Avaí Futebol Clube (1923-2023). Florianópolis: Dois Por Quatro, 2023.
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